sábado, 15 de maio de 2010

Ressaca Moral


Por Rodrigo Santos


Perde-se o sono! Levanta-se e começa a vagar pela casa, a vontade é vagar pela rua, é sentar na beira do mar... Isso se torna uma constante em sua vida... Você começa a ler, bobagens as vezes, e não para de pensar o porque de tudo... O medo de estar com ela é grande, mas ao mesmo tempo a certeza de não estar é tão grande quanto.

Tudo seria tão mais fácil se a cura desse mal fosse a base de comprimidos. Ela é mais cruel que a outra, mas ambas só acontecem por suas próprias atitudes, às vezes por influencia de outros, por minha talvez, mas no final, a última palavra ou último gole é sempre dado por você, por sua conta própria.

Diferente da comum, sono é algo que passa longe de você. O sofrimento não deixa ele te abraçar, mas você não deixa de sentir seu sopro leve... Você se sente embriagado de ações totalmente opostas das quais sua conduta o permite. É importante que você perceba que todas as ações negativas feitas por você afetam apenas a sua cultura interior, mesmo que ela seja fruto de uma outra ensinada. Nessa hora o outro não existe, você se vê dentro de uma briga moral dentro de si, um choque de condutas diferentes em uma mesma cabeça, a sua!

Seu corpo continua o mesmo, a dor causada por ela é no espírito, seu espírito sente uma cede incansável, cede essa que não é sanada a base de água... É uma cede de respeito próprio, de moral, de ética que o faltou em algum momento. Volto a falar, os conceitos que o faltou, não são os passados pela sociedade e sim os que você criou para sua vida.

Com isso, só lhe resta esperar, esperar e esperar... A ressaca moral não passa no dia seguinte, se a sua passar, certamente não será moral, pode ser pra mim ou para qualquer outro, mas para você não será, pois ela demora muito tempo para curar aquela ferida deixada em seu espírito, o vazio em sua mente...

Inevitavelmente, uma doença na alma, com o tempo é passada para seu corpo... Aí vem o vazio no coração, a vontade de sumir do mundo, o que não adiantaria, uma vez que os dedos que o recriminam, estão presos em sua própria mão... A ressaca moral, trás a culpa, o medo, à vontade de acabar com a própria vida... Mas não acabe com a sua, a ressaca só ira piorar depois da morte, deixe que a depressão acabe com ela por você.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Você

Por Leandro Rocha




Antes de tudo peço que me perdoe pela forma um tanto agressiva que te escrevi falando sobre o quanto eu te cerco, não sei, mas eu ficaria assustado se recebesse tal mensagem, tentarei ser mais sutil agora.

Vou puxar da memória tudo que vem de você e posso acabar sendo repetitivo pois vou tentar reparar a agressão que lhe fiz. Esqueça tudo que disse, já não te cerco mais, não mais te olho escondido sob a sombra e nem pergunto de você aos que sabem. O que sei sobre você, sei e o que não sei não saberei ate que me contes.

Sinto-me ao mesmo tempo muito bem e muito bobo por te escrever algo cheio de referencias, sem falar teu nome e sem falar o meu, falo do nosso hoje e nosso ontem e falo ainda do meu projeto de amanha, mas que tipo de resposta eu terei se não sei o quanto disso tudo você compreende? Pode parecer um texto genérico, mas não é.

Gosto de lembrar de você, parece tão frágil, mas esconde uma força que me encanta, acho que foi a primeira coisa que me chamou atenção, sua força. Combina bem esse paradoxo, pequena no tamanho e gigante na força.

Por que não terminou de me ensinar a dançar? Tudo bem, guardo a tentativa com carinho, coloco num lugar especial no meu álbum de fotos, pouco antes deitei a cabeça no seu colo para conversar, você não deve lembrar. Ali desejei dormir, dormir por 12 horas deitado em seu colo, não consegui, mas pisquei de forma tão longa que parecia viver em muitas eternidades.

Acho que infinitas vezes desejei que alguns momentos fossem infinitos, quando pude te ver dormindo, quis isso, não aconteceu mas te olhei bem, olhei a paz com que dormia mesmo com aquele vento frio vindo do mar, olhei o quanto pude ate minhas pernas pedirem que eu dormisse também, quando deitei e fechei os olhos, só via você, dormindo.

Pouca coisa pode ser melhor do que te ver pulando feliz. Juntava-se aos outros com facilidade, se integrava ao cenário com perfeição, te olhava de fora admirado, falava comigo que queria você pra mim. Será que consigo?

Mais tantas referencias vazias, mais alguma coisa para você achar genérico, mas uma vez não digo os nomes, conto os fatos sob o meu olhar, um olhar parcial que vê apenas o lado bonito, confesso que procuro seu lado feio, mas você parece não ter um. As referencias não acabaram, há tantas outras mas, ficará pra uma próxima oportunidade, quem sabe ate lá eu já não tenha te conseguido? Ou desistido de você.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Seria a morte solução?

Por Rodrigo Santos

Você perde uma máscara, talvez a mais pesada de todas, as outras, nessa hora, já não fazem diferença alguma, pra você até faria, mas para aquele que um dia jurou estar ao seu lado no dia em que essa máscara se fosse, não faz diferença alguma. A máscara dele também caiu, e eu te disse isso ia acontecer.

Histórias vividas, momentos passados, risos de tristezas, choros de felicidades, abraços dados, pactos selados... Uma vida inteira se vai junto com a máscara que você vestia e não veste mais.

Você se torna cruel, o amor que os outros sentiam, vira decepção, a decepção que você tinha, vira amor... Como um quebra-cabeça de nível 7, você vivia encaixando cada peça de sua vida, com medo da imagem final formada, mesmo que aparentemente toda imagem, no tabuleiro formada, parece-se perfeita, sempre haveria alguma peça trepada na outra, sempre haveria uma máscara em sua face... Você se torna odiado, se torna sozinho por se tornar você! E mais uma vez não foi por falta de aviso.

Seus dias viram um eterno sábado de aleluia, seus ouvidos são malhados, como os bonecos de Judas, por muitas vezes, você é considerado o próprio, o traidor, o “coisa” ruim. Mas esquecem que, diferentemente dos bonecos, dentro daquele corpo, bate um coração.

Você chora, você sangra, por muitas vezes as lágrimas se confundem com o sangue, por outras o sangue se torna a própria lágrima. Você dorme, dorme e dorme. Acorda e se pergunta: Seria a morte a solução?

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Por trás da máscara

Por Rodrigo Santos

Sim, existem muitas... Eu mesmo possuo várias, vai dizer que você não tem? A todo momento, mesmo que inconscientemente, nos escondemos por trás de uma máscara sadia, ou não... Nos escondemos no primeiro dia de aula, no primeiro encontro, até mesmo quando perdemos alguém muito importante, a máscara sempre será usada.

Mas vamos para a máscara em questão. Vamos nos pôr por trás delas, escondendo nossa real situação, seja uma dor, uma angústia, uma vida de pecados, uma vida sem rumo... Por medo de mostrar essa face verdadeira, corremos o risco de se tornar uma pessoa falsa, aos olhos daqueles que se dizem amigos, e por poucas vezes são, nos cobrimos com uma máscara, que já podemos chamar de véu.


Esse véu protege todo nosso corpo, essa máscara nos permite rir, brincar, dizer "sim, estou bem". Quem está por fora dela, diz que não a confunde com falsidade. Mas o medo daquele que a veste, não se permite se mostrar. Uma máscara não cai sozinha, eu posso desmascarar alguém, posso me desmascaras, mas dizer que ela caiu sozinha é o mesmo que dizer que a deixou cair, mas prefere ficar de cabeça arriada, continuando sem querer se mostrar. Máscaras caídas são amigos perdidos, é a morte dos seus pais, mas é a certeza que alguém te respeita e te ama.

Você pode está se perguntando... Será que vale a pena perder tudo isso e viver sua própria face? Essa é uma pergunta muito difícil de ser respondida, ninguém melhor do que você mesmo para saber o peso de sua máscara, o quanto a liberdade te fará bem ou não. Mas ao mesmo tempo eu te pergunto, será que vale a pena viver uma vida que não seja a sua própria? Até que ponto é sadio para seu espírito sorrir para todos, quando na verdade sua vontade é subir o morro mais alto e gritar, gritar para que todos possam ouvir quem realmente você é, qual é a sua verdadeira história. Amigos vêm e vão, familiares morrem, você também morrerá um dia. Agora se você acha justo com si próprio chegar no fim de sua vida, olhar para trás e ver que você viveu toda sua vida por de trás de uma máscara, siga em frente... Se você prefere arriscar, tirar todas as máscaras, ver quem realmente seguirá ao seu lado, essa é a hora...

Essa é a hora de dizer "eu te amo", de dizer "preciso de ajuda", "siga a sua vida e me esqueça"... Lembre-se, pense bem antes de agir, palavras ditas não voltam, máscaras caídas não são como unhas sujas, que cortamos e logo crescerá uma nova limpinha... Qual é a sua máscara? Quando você irá tira-la? Será que eu vou precisar tirar a minha para ver a sua?

A sua máscara nunca cairá sozinha, apenas quando você quiser, eu certamente estarei ao seu lado, como um de seus poucos amigos que estarão, e te direi... “Ei, levante a cabeça, sua face é muito mais bela do que a máscara que você carregava”. Nesse dia, eu e você festejaremos por uma vitória única, por um respeito mútuo e com a certeza que no final, seremos pessoas diferentes e vestindo, cada um, a sua própria face.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Máscara

Por Leandro Rocha




Quantas delas existem? Tantas, algumas são bonitas e servem como adorno de grandes bailes, quem nunca ouviu falar nas máscaras venezianas? Tão delicadas, de expressões simples, dão ar de mistério aos que vestem. Há também as horrendas que servem para assustar as criancinhas no carnaval. Todas essas tem em comum uma coisa: são vistas pelos outros, mas a máscara que quero falar hoje é aquela que vestimos e ninguém percebe.

Quando alguém lhe pergunta como você esta, sua resposta pode variar dependendo de quem perguntou, mas seu instinto é dizer que esta tudo bem, ainda que não esteja, ainda que um verdadeiro pandemônio esteja armado, você vestiu a primeira máscara, ninguém precisa saber o que você passa, ninguém tem que levar pra casa o seu problema.

Ninguém? Vou me desdizer agora. Alguns têm o dever moral de lhe ajudar a carregar o fardo, a via crucis não é só sua. Me refiro aos seus amigos, gente que esta mais próxima de você, gente que sabe dos seus planos e gente que deve saber dos seus problemas.

Tire a máscara e se mostre de cara limpa quando estiver com eles, seja você, chore se sentir vontade, haverá mãos para limpar-lhe as lagrimas e ombros para que você repouse a cabeça, ou mesmo um colo. Os braços estarão abertos, sempre.

Essa máscara não se confunde com falsidade, você não responde que esta tudo bem, quando não esta, para mentir, você quer poupar aquela pessoa que te perguntou (por educação, pois não esta realmente preocupada) da sua carga, soa como um teatro com falas e passos marcados.

Um dia a máscara cairá sozinha, alguém lhe perguntará o que você tem (este sim, realmente preocupado) e você dirá, na mais pura verdade, que não tem nada, que tudo esta bem. Nesse dia, seus amigos que terão te ajudado, irão festejar com você pois a vitória é tanto deles quanto sua, mas no final, todos vocês agiram como uma pessoa só, vestindo a mesma máscara e só os deuses sabem o que sentiram.

domingo, 2 de maio de 2010

Conselhos

Pádua tinha por volta dos quarenta, não era casado e morava sozinho num sobrado em Copacabana, era servidor publico numa repartição no INSS no centro, era homem de muitas palavras e muitos amigos, escondia seu primeiro nome, Inocêncio, apresentava-se apenas como Pádua, era Pádua para tantos que Pádua ficou.

Seguia para o trabalho, numa manhã de segunda feira chuvosa em seu velho Santana vermelho, carro de muitos anos, mas era seu xodó, não o trocaria por nenhum outro ate que se acabasse. Hoje acatou o conselho de Ludmila, uma jovem colega de trabalho que o aconselhara a pentear os cabelos para frente a fim de disfarçar a calvície que vinha rápida. De fato, pareceu mais jovem e os óculos de sol, mesmo numa manhã sem pouco sol, lhe deu ar de garotão.

Chegou a repartição, distribuiu cumprimentos e sentou-se a mesa para iniciar mais uma das tantas etapas burocráticas das pensões quando Ludmila se aproximou, sorridente:

- Pádua, ficou muito bom o cabelo, se te conhecesse hoje não diria que é careca.

- Eu não sou careca. Respondeu contrariado. Tenho apenas um principio de calvície.

Ludmila riu e antes de sair, deu a ele mais um conselho.

- O penteado esta bom, mas não combina com a blusa, usa alguma coisa mais jovem, alguma mais justa.

Ela se foi e Pádua seguiu todo o dia de trabalho com aquela sugestão na cabeça.

Saiu mais cedo do trabalho, já estava lá a quinze anos e podia se dar esses luxos, já era estável. Mesmo no centro entrou na primeira loja de roupas que encontrou, procurou as camisas da garotada, achou estampas e cores vibrantes, pegou umas 5 entre estampadas e lisas e foi ao provador.

Uma, duas... Cinco... Nenhuma lhe agradava, não gostava desse tipo de blusa, apertava-lhe os braços e exibia a barriga que denunciava seus chopps nas noites de sexta. Recorreu a vendedora, pediu sua opinião e ela, clara como uma especialista:

- Estas três ficaram ótimas!

Nem eu que escrevo, nem você que me lê, nem Pádua, ninguém acreditou na vendedora, mas às vezes uma mentira descarada para amaciar o ego é o combustível necessário.

Foi o Pádua embora para casa com três novas camisas, jovens, justas, lisas e que estavam ótimas. Ao chegar as vestiu novamente, depois de um banho bem tomado, tentou se acostumar com aquela visão, a barriga tão visível ainda incomodava. Preferia um de seus blusões, mais largos, de botões e principalmente, com um bolso para a caneta.

No dia seguinte, estava Pádua na repartição. Não estava sendo um bom dia, o calor resolvera voltar, o ar condicionado resolvera não funcionar direito, Pádua já colocara a mão no peito por três vezes atrás de sua caneta, perdera a conta das vezes que puxou a blusa para descolar da barriga e por duas vezes prendeu a respiração para parecer mais forte do que gordo.

- Seu bobo! Não tinha que ter comprado uma blusa assim só porque eu falei Pádua! Ele reconheceu a voz, aos ridos, de Ludmila. Pádua, que não era tão bobo, percebeu a intenção dela em usar a velha tática feminina em chamar homens de bobo para que se comportem como tal.

- Eu já tinha essa e outras duas em casa.

Nem eu que escrevo, nem você que me lê, nem Ludmila, ninguém acreditou. Mas ao contrario de nós dois, ela resolveu fingir.

- Ah bom!

Ela voltou ao trabalho e Pádua fez o mesmo. Já no final do expediente, Cláudio, um amigo mais antigo se aproxima e brinca:

- Que isso Pádua, ta malhando?

- Malhando?

- Usando Lycra. Ri

- Cala a boca!

- Serio Pádua, essa blusa aí ficou legal! Mas o problema é a careca cara, assume de vez, melhor nenhum do que cabelo meia boca do jeito que ta.

Pádua ouviu o conselho e o absorveu, os dois se despediram e cada um tomou seu rumo.

Em casa, no banheiro em frente ao espelho, Pádua pensou no conselho de Cláudio, penteava para frente e para trás o cabelo, para ver qual ficava melhor, Cláudio parecia ter razão, assumir a careca era a melhor opção sem duvida, no fim de semana Pádua rasparia!

A semana seguiu normal, o ar condicionado voltara a funcionar, Pádua se acostumou (mas continuava não gostando) com as blusas e com os apertos abdominais que causavam e até havia comprado mais duas. Por mais dois dias Cláudio reforçou: careca é melhor!

Chegou o fim de semana e Pádua foi taxativo com o cabeleireiro.

- Quero sair daqui careca como um skin head!.

E assim aconteceu, Pádua estranhava o vento na nuca (já havia se habituado ao vento na testa prolongada) mas concordou com Cláudio, careca era melhor, com seus óculos escuros então parecia rejuvenescer vinte anos!

Mais uma segunda-feira havia chegado e a repartição fora apresentado a um Pádua careca, ele não pode deixar de notar os olhares espantados e até admirados de alguns, Cláudio acenou positivamente para ele em sinal de aprovação e Ludmila, sorria (mas não aprovava).

Durante um cafezinho na hora do almoço, Pádua juntou-se a um grupo de homens que falavam de futebol, mulher e politica ate que um deles se virou a Padua e aconselhou:

- Pádua meu amigo, a careca ficou ótima, mas com esses óculos parece aquele cara da Televisão, Marcelo não sei o que.

Todos riram

- Compra uma lente, não ta cara não. Continuou

- Deixa a barba crescer um pouco também, daqui a pouco vão achar que você é um daqueles tiozinhos que gostam de pegar menina nova em baile. Outro concluiu

Pádua apenas sorriu e acenou com a cabeça.

No Domingo seguinte, caminhando pelas ruas de Copacabana, Pádua viu um vendedor arrumando uma manequim na vitrine de uma loja e vendo tal cena teve inspiração para um (infeliz) pensamento filosófico:

- Manequins... Manipulados por qualquer mão, será que aceitariam isso se tivessem gostos próprios? Pior que tem gente que se leva pelo gosto dos outros mesmo.

E seguiu feliz para casa, com suas lentes novas, roçando a mão na barba por fazer enquanto puxava, mais uma vez, a blusa apertada da barriga.

sábado, 1 de maio de 2010

Só depois de morto

Por Leandro Rocha

A imortalidade, peguem-na, é de vocês!” – Aquiles, Tróia

Não entendo como muitos gênios da ciência e das artes foram reconhecidos pelo seus trabalhos só depois da morte, se parar pra pensar vai ver que a minoria colheu os louros do sucesso.
Se me estiver reservado o sucesso no Livro dos Destinos, pedirei aos deuses escrivões que me dêem ainda em vida.
Sou novo, tenho 21 para 22 e o sucesso, se vier, tem tempo, talvez uns 70 anos quem sabe... Não... Eu não chego os 90, meus pecados na saúde já me tiraram alguns anos e ainda que me torne o “Super Saudável” não acho que minhas faltas serão abonadas.
Vivo na realidade globalizada, materialista, não posso me portar como os heróis do passado, não posso ser como Aquiles que lutou em Tróia somente para ter seu nome lembrado para sempre.
Gostaria de desfrutar do reconhecimento, eu, não meus filhos. Tenho duvidas quanto ao sucesso vindouro, acabou-se o tempo da Semana de Arte Moderna, acho que poucos vivem da palavra escrita, vive-se da palavra cantada, mas essa não é pra mim.
Não escrevo para ganhar, escrevo por escrever, porque gosto, mas não reclamaria se o Mago me ensinasse sua magia, ou vai ver, não há magia alguma, ele só deu sorte.
Tudo isso eu só supus, não escrevo no Livro dos Destinos, nem sei se ele existe, vou escrevendo e tentando ganhar a vida de outra forma. Um conselho: guarde esse texto, um dia, como disse uma amiga, ele pode valer uma nota. Ou não, vai ser mais um papel velho, amarelado, amassado no fundo da gaveta.